sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Partilha I e II

Decidi iniciar a publicação de expressões escritas, da minha autoria. Uma faceta que poucos conhecem.

Este meu atrevimento resulta de uma conversa que tive esta semana com um casal amigo que muito me honraram e sensibilizaram quando me transmitiram que um deles passou a semana a cantarolar uma música que escrevi à cerca de 22 anos (Partilha II).

Retomo a palavra atrevimento. Atrevimento porque não sou nem anseio ser escritor. Que me perdoem com a minha humilde escrita, aqueles que com a sua genealidade nos fazem sonhar. Artistas, contadores de histórias, que nos acompanham no adormecer da noite.
Neste contexto, partilho o meu actual companheiro contador de histórias: Haruki Murakami. A obra: After Dark - Os Passageiros da Noite.

Os meus escritos são muito simples, de uma frase apenas ou de alguns versos.

Partilha I, é uma frase que escrevi num bocado de papel hà cerca de seis meses. Uma frase que nada tem de especial, a não ser para mim.

Partilha I:
"Amigos são como a música
há que saber ouvir e apreciar."
Octávio Pimentel 7/2008
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Partilha II
SOCIEDADE FRUSTRADA
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Era um rapaz muito pitoresco
até que um dia decidiu curtir Heavy
então desencalhou um pouco de erva
e nas esquinas da solidão ficou
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Pernas abertas, desconchavado,
o bucho com cerveja, namorada ao lado,
o Zé estava todo consolado,
tirava umas passas do cacete que rolava.
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Refrão:
E a vida era feita mesmo assim
e o Zé não pensava em mais nada.
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Até que um dia decidiu trabalhar
tentar, talvez, um lugar na sociedade
mas o fardo da vida era demais para ele
decisão unânime deixou de tentar
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Um dia experimentou, o prazer da injenção
descobriu a existência do poder da tentação
a cena que ele mais queria era poder morrer
vontade seja feita e o Zé marou
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Refrão:
E a vida era feita mesmo assim...
e o Zé já não pensava em mais nada.

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Refrão:
E a vida era feita mesmo assim...
outro Zé apareceu sem palavra.

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Octávio Pimentel 2/1987
Letra e Música

Composição criada no âmbito do projecto Megalon.
Megalon, banda de garagem formada por mim (Pato), pelo Paulo (Quim) e pelo Mário (Tampinha):
Nota: os amigos de sempre sabem o contexto em que esta letra foi escrita: Liceu de Gaia, Garfo, Natureza e Macoral.

2 comentários:

Jorge Santos disse...

Não desejo que o tempo volte para trás, porque, não volta mesmo, porque, gosto de tudo o que vivi adiante dele. Mas nunca esquecerei esse tempo, tivemos a sorte em nos encontrarmos no tempo e locais certos e crescermos juntos!
Ficámos amigos. a amizade é isso, é isto, como hoje, por acaso o reencontro, num café, mas sempre reconhecendo no primeiro instante a amizade de sempre!
De novo,
PARABÉNS PATO!!!!

Adriana disse...

Pequenas frases ou versos... Faço o mesmo...
Estou encalhada no trânsito da VCI e lá me sai um pensamento, que registo no telemóvel...
Vou ver um filme ou uma peça de teatro (sempre sozinha) e dou por mim a vaguear pelo centro comercial ou pelas ruas em direcção ao carro, a pensar como descreveria aquele filme ou aquela peça...
Tenho tudo guardado, algumas coisas partilhadas, outras não...